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Feira: Cliente chama frentista de "Preto" e vai parar na delegacia

Sob denúncia de injúria racial contra o frentista José Souza dos Santos, 31 anos, o representante comercial Nelson Renato Pacheco, 54 anos, foi preso em Feira de Santana, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). A prisão ocorreu no sábado (15), após, segundo a vítima, o homem tê-lo xingado e chamado de preto. A discussão ocorreu após uma batida entre um carro e um caminhão em frente ao posto onde José trabalha. Com o nervosismo da proprietária do veículo, o frentista a deixou estacionar em frente ao posto, mesmo sem autorização. Com a chegada de Nelson, marido da dona do carro, José pediu que ele o retirasse do local. Irritado com o pedido, o homem o xingou de "filho da puta preto". Nelson foi conduzido por policiais até a delegacia, onde prestou depoimento e foi liberado em seguida, após pagamento de um salário mínimo como fiança. Colegas do funcionário também foram ouvidos. Segundo a delegada que apurou o caso, Mônica Soares, o crime foi injúria qualificada e não racismo. "O racismo se configura da seguinte maneira: quando uma pessoa é impedida de entrar em um estabelecimento comercial, entrar em um restaurante, de ser matriculado em alguma instituição. Isso é o racismo na letra da lei. No caso de uma ofensa, querer injuriar uma pessoa, xingar, usando a cor da pele, como foi o caso, por exemplo, nesse caso é injúria qualificada", explicou.